
Fico imaginando quanta vida já se passou nestas janelas.
Quem já se debruçou em seu parapeito e assistiu a cidade passar por ali.
Se foram moças ou rapazes, senhoras ou senhores... Quanta conversa surgiu.
Quantos acenos e para quem.
Quem já sonhou olhando o céu estrelado em uma noite sem lua.
Quem os olhos brilharam no clarão da lua.
Se por acaso olhou na janela entre-aberta e suspirou enamorado
ao ver passar pela rua a pessoa amada.
Será que de lá assistiu uma bela serenata?
Ou se quem ali ficou e nem mesmo viu a rua e viajou em pensamentos.
Quem hoje ver estas janelas cerradas, não sabe para quem elas se abriram.
Não sabe, quem alí estava e o que assistiu.
O que iluminou com a luz que por ela passou?
Hoje ninguém mais presta atenção.
A vida ali se encerrou. Logo nem mesmo elas existirão.
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